A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) alertou que atores de ameaça estão explorando ativamente uma vulnerabilidade crítica no MLflow (CVE-2026-64849), conforme atualização do catálogo de vulnerabilidades conhecidas exploradas publicada em 19 de agosto.
A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) alertou que atores de ameaça estão explorando ativamente uma vulnerabilidade crítica no MLflow (CVE-2026-64849), conforme atualização do catálogo de vulnerabilidades conhecidas exploradas publicada em 19 de agosto.
Em contexto
- Tema: Cibersegurança — Risco, identidade, resposta a incidentes e compliance.
- Fonte: CISO Advisor
- Publicado: 20/08/2026
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Por que importa
Toda vez que leio um caso assim penso no mesmo: segurança não se compra, se opera. Dá para ter todas as ferramentas do mercado e seguir exposto se ninguém revisa os alertas, se os patches são aplicados quando dá, ou se o backup nunca foi testado restaurando de verdade.
Separo o risco técnico do risco de negócio, porque nem sempre coincidem. Uma vulnerabilidade crítica num sistema isolado importa menos que uma média no sistema que fatura. Priorizar por severidade sem olhar onde está o dinheiro é um jeito caro de trabalhar muito e proteger pouco.
O que costuma dar errado
O que mais vejo falhar é o backup. Está configurado, roda toda noite, ninguém revisa. No dia em que é preciso restaurar aparece que estava falhando em silêncio havia quatro meses, ou que se copiava tudo menos justo o que fazia falta. Um backup que nunca foi restaurado é uma suposição.
O que observar
- Se houve terceiros ou fornecedores na cadeia, porque o perímetro hoje inclui os parceiros.
- Quanto tempo levaram para detectar, que costuma ser a métrica mais reveladora do caso inteiro.
- Se o acesso inicial veio de uma conta legítima mal administrada, que é o padrão mais frequente.
Como leio esta publicação
Se isto acontecesse perto de uma organização que assessoro, a conversa que eu forçaria não é sobre ferramentas: é sobre o ensaio. Quantas vezes o incidente foi simulado, quem liga para quem, o que se diz ao cliente e em que momento. O plano que nunca foi ensaiado não é plano, é documento.
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