Neste episódio, Ricardo reflete sobre a pressa de iniciar ações em projetos sem compreender o problema. Ele explica que agir transmite sensação de progresso, enquanto pensar pode parecer perda de tempo, embora decisões precipitadas gerem reuniões, retrabalho, atrasos e desperdício.
Neste episódio, Ricardo reflete sobre a pressa de iniciar ações em projetos sem compreender o problema. Ele explica que agir transmite sensação de progresso, enquanto pensar pode parecer perda de tempo, embora decisões precipitadas gerem reuniões, retrabalho, atrasos e desperdício.
Em contexto
- Tema: Proyectos, PMO y Riesgos — Gestión de proyectos, oficinas de proyecto y riesgo del portafolio.
- Fonte: Ricardo Vargas
- Publicado: 16/08/2026
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Por que importa
Os projetos raramente fracassam no dia em que são declarados fracassados. Fracassam meses antes, numa reunião em que alguém viu o problema chegando e calculou que não lhe convinha dizer. Todo o resto — o cronograma que escorrega, o orçamento que estica — é a consequência visível desse silêncio.
Leio essas coisas procurando onde o risco estava antes de virar incidente. Quase sempre já estava escrito em algum registro que ninguém revisava, com um dono atribuído que nunca soube que era. O risco identificado e não gerenciado é pior que o não identificado: dá a falsa sensação de que há controle.
O que costuma dar errado
O que mais vejo falhar é o patrocinador ausente. Assina o início, aparece na foto e depois só volta quando há problema. Sem alguém com poder real removendo obstáculos a cada quinze dias, o gerente de projetos acaba negociando de igual para igual com áreas que não lhe reportam, e perde.
O que observar
- Quais riscos estão identificados, quem é dono de cada um e quando foram revisados pela última vez.
- O tamanho da primeira entrega útil: quanto mais longe estiver, mais se parece com uma aposta.
- Como foi estimado e quão perto estiveram as estimativas anteriores da mesma organização.
Como leio esta publicação
Eu usaria isto para revisar como se estima na organização. Se as estimativas históricas erraram sistematicamente pela metade e ninguém ajustou o método, não há projeto que dê certo: está se planejando com uma régua que mede curto e culpando a equipe por não chegar.
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Está vivendo isso na sua equipe?
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