Golpe do falso advogado cresce mais de 500% entre clientes do Santander
As abordagens do golpe do falso advogado dispararam entre clientes do Santander. Segundo um levantamento do banco revelado com exclusividade ao Canaltech, o número de contestações de transações devido à fraude cresceu 549%.
As abordagens do golpe do falso advogado dispararam entre clientes do Santander. Segundo um levantamento do banco revelado com exclusividade ao Canaltech, o número de contestações de transações devido à fraude cresceu 549%.
Os dados fazem parte de um levantamento que reflete as ocorrências identificadas pela instituição financeira entre seus clientes, e comparam os resultados de julho e janeiro de 2026.
Segundo a pesquisa, quase oito em cada dez vítimas têm idade acima de 40 anos. Além disso, 70% dos casos se concentram em três estados da região Sudeste: Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
A fraude segue uma lógica similar ao golpe da falsa central telefônica. No entanto, em vez de apontar um suposto problema na conta-corrente ou compra suspeita, os golpistas se passam por advogados para convencer as vítimas a realizarem transferências bancárias.
À reportagem, o banco explica que a fraude começa com informações reais sobre ações judiciais, disponíveis publicamente na Internet. Depois, os criminosos criam perfis com nomes e fotos de advogados para abordar as vítimas por ligações ou apps de mensagem, como o WhatsApp.
Durante o contato, os supostos advogados anunciam que há valores a receber de um processo. No entanto, para liberá-lo, é exigido um pagamento antecipado de falsas taxas, geralmente por Pix.
Em contexto
- Tema: Banca y Fintech — Banca digital, pagos, open banking y regulación financiera.
- Fonte: Canaltech
- Publicado: 05/10/2026
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Por que importa
Em pagamentos, a inovação está sempre um passo à frente da regulação e dois passos à frente dos sistemas que precisam sustentá-la. Essa defasagem é onde o negócio se decide: quem conseguir fechá-la sem quebrar a conformidade fica com o mercado.
Meu olhar aqui é muito marcado pelo mercado panamenho: a regulação muda, os padrões chegam com data e a operação precisa continuar faturando enquanto se adapta. A pergunta útil não é se convém, é quanto tempo há para cumprir.
O que costuma dar errado
O que mais vejo falhar é a carga de conformidade subestimada. O produto é desenhado pensando no cliente e o jurídico entra tarde, quando já está construído. Aí aparecem requisitos que obrigam a refazer fluxos inteiros, e o que ia sair em um trimestre sai em três.
O que observar
- O que acontece com o custo por transação em volume real, que é onde o negócio se define.
- Como fica a conciliação diária, que é onde aparecem os casos que ninguém modelou.
- O que o regulador local exige e com que prazo, porque o prazo costuma ser a restrição real.
Como leio esta publicação
Eu olharia como uma conversa sobre alianças mais do que sobre produto. Neste setor cada vez menos instituições constroem tudo, e a decisão relevante é com quem você se associa e que parte da relação com o cliente você cede. Essa cessão é difícil de reverter depois.
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